“ Trabalho distrai a vaidade, engana a falta de poder e traz a esperança de um bom evento. ”
- poeta e romancista francês

Bronzeado? Não, obrigado!

Os europeus andam dizendo que ficar bronzeado, pegar um “bronze” na praia, é coisa de gente ignorante, pobre de cabeça. Dizem que o bronzeado provoca lesões de pele, é danoso à saúde e que andar bronzeado é equívoco de gente que não tem cabeça para pensar bem a vida e a saúde… Só descobriram isso agora? Patetas! Luiz Carlos Prates

Você é daquela que adora ficar torrando no sol durante o verão (ou nos solzinhos de inverno?). Credo!!! Mas envelhecer você não quer, né? Então alguma coisa está errada. O sol é um dos fatores de envelhecimento mais fortes e imbatíveis. Os chineses já sabem disso desde sempre e lá pegar sol é considerado pecado mortal contra a saúde da pele. Tudo bem, pegar um solzinho, principalmente no inverno, DE MANHÃ CEDINHO ou NO FIM DA TARDE até faz bem pra saúde. Mas corra do sol do meio-dia.

O sol envelhece! Aprenda! Evidentemente envelhecer faz parte da vida e devemos saber envelhecer com dignidade. Mas o que puder ser evitado, né? E não confie nesses protetores solares. Funcionam? Sim, funcionam, mas são um paliativo. Você precisa muito antes de usar protetor solar, mudar essa cabeça e entender que estar bronzeado não é vantagem alguma. Particularmente, acho que gente bronzeada fica feia. Gosto do que é natural. Se sua pele é branquinha, que mal há? Cada um de nós tem sua beleza intrínseca e precisa descobrí-la, valorizá-la. Fora da autoestima, não há salvação ;-) . Tudo bem, é só minha opinião. Mas pense nisso!

Ronaud Pereira

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O povo, unido, jamais será vencido!

Segue interessante texto atribuído a Rubem Alves, com breve comentário na sequência:

“Mesmo o mais corajoso entre nós só raramente tem coragem para aquilo que ele realmente conhece”, observou Nietzsche. É o meu caso. Muitos pensamentos meus, eu guardei em segredo. Por medo.

Alberto Camus, leitor de Nietzsche, acrescentou um detalhe acerca da hora em que a coragem chega: “Só tardiamente ganhamos a coragem de assumir aquilo que sabemos”. Tardiamente. Na velhice.

Como estou velho, ganhei coragem. Vou dizer aquilo sobre o que me calei: “O povo unido jamais será vencido”, é disso que eu tenho medo.

Em tempos passados, invocava-se o nome de Deus como fundamento da ordem política. Mas Deus foi exilado e o “povo” tomou o seu lugar: a democracia é o governo do povo.

Não sei se foi bom negócio; o fato é que a vontade do povo, além de não ser confiável, é de uma imensa mediocridade. Basta ver os programas de TV que o povo prefere.

A Teologia da Libertação sacralizou o povo como instrumento de libertação histórica. Nada mais distante dos textos bíblicos.

Na Bíblia, o povo e Deus andam sempre em direções opostas. Bastou que Moisés, líder, se distraísse na montanha para que o povo, na planície, se entregasse à adoração de um bezerro de ouro.

Voltando das alturas, Moisés ficou tão furioso que quebrou as tábuas com os Dez Mandamentos.

E a história do profeta Oséias, homem apaixonado!
Seu coração se derretia ao contemplar o rosto da mulher que amava! Mas ela tinha outras idéias.
Amava a prostituição. Pulava de amante e amante enquanto o amor de Oséias pulava de perdão a perdão.

Até que ela o abandonou.

Passado muito tempo, Oséias perambulava solitário pelo mercado de escravos. E o que foi que viu? Viu a sua amada sendo vendida como escrava. Oséias não teve dúvidas. Comprou-a e disse: “Agora você será minha para sempre.”

Pois o profeta transformou a sua desdita amorosa numa parábola do amor de Deus.

Deus era o amante apaixonado.

O povo era a prostituta.
Ele amava a prostituta, mas sabia que ela não era confiável.

O povo preferia os falsos profetas aos verdadeiros, porque os falsos profetas lhe contavam mentiras.
As mentiras são doces; a verdade é amarga.

Os políticos romanos sabiam que o povo, se enrola com pão e circo.
No tempo dos romanos, o circo eram os cristãos sendo devorados pelos leões.
E como o povo gostava de ver o sangue e ouvir os gritos!

As coisas mudaram. Os cristãos, de comida para os leões, se transformaram em donos do circo.

O circo cristão era diferente: judeus, bruxas e hereges sendo queimados em praças públicas.
As praças ficavam apinhadas com o povo em festa, se alegrando com o cheiro de churrasco e os gritos.

Reinhold Niebuhr, teólogo moral protestante, no seu livro “O Homem Moral e a Sociedade Imoral” observa que os indivíduos, isolados, têm consciência. São seres morais. Sentem-se “responsáveis” por aquilo que fazem.

Mas quando passam a pertencer a um grupo, a razão é silenciada pelas emoções coletivas.

Indivíduos que, isoladamente, são incapazes de fazer mal a uma borboleta, se incorporados a um grupo tornam-se capazes dos atos mais cruéis.

Participam de linchamentos, são capazes de pôr fogo num índio adormecido e de jogar uma bomba no meio da torcida do time rival.

Indivíduos são seres morais. Mas o povo não é moral. O povo é uma prostituta que se vende a preço baixo.

Seria maravilhoso se o povo agisse de forma racional, segundo a verdade e segundo os interesses da coletividade.
É sobre esse pressuposto que se constrói a democracia.

Mas uma das características do povo é a facilidade com que ele é enganado.
O povo é movido pelo poder das imagens e não pelo poder da razão.

Quem decide as eleições e a democracia são os produtores de imagens.
Os votos, nas eleições, dizem quem é o artista que produz as imagens mais sedutoras.

O povo não pensa.
Somente os indivíduos pensam.
Mas o povo detesta os indivíduos que se recusama ser assimilados à coletividade.

Nem Freud, nem Nietzsche e nem Jesus Cristo confiavam no povo.
Jesus foi crucificado pelo voto popular, que elegeu Barrabás.
Durante a revolução cultural, na China de Mao-Tse-Tung, o povo queimava violinos em nome da verdade proletária.
Não sei que outras coisas o povo é capaz de queimar.

O nazismo era um movimento popular. O povo alemão amava o Führer.

O povo, unido, jamais será vencido!

Tenho vários gostos que não são populares. Alguns já me acusaram de gostos aristocráticos.
Mas, que posso fazer? Gosto de Bach, de Brahms, de Fernando Pessoa, de Nietzsche, de Saramago, de silêncio; não gosto de churrasco, não gosto de rock, não gosto de música sertaneja, não gosto de futebol.

Tenho medo de que, num eventual triunfo do gosto do povo, eu venha a ser obrigado a queimar os meus gostos e a engolir sapos e a brincar de “boca-de-forno”, à semelhança do que aconteceu na China.

De vez em quando, raramente, o povo fica bonito.

Mas, para que esse acontecimento raro aconteça, é preciso que um poeta entoe uma canção e o povo escute: ”Caminhando e cantando e seguindo a canção…” Isso é tarefa para os artistas e educadores.

O povo que amo não é uma realidade, é uma esperança.

Texto atribuído a Rubem Alves – colunista da Folha de São Paulo

Comentário sobre o texto: Se a questão se resumisse mesmo a gostos e idéias, o autor até estaria com razão. O gosto geral do povo é brega e deprimente mesmo e ponto final. Mas ele quis deixar subentendido que também no âmbito político as escolhas do povo são medíocres, ou erradas. Aí já discordo um pouco.

Vamos pegar o caso emblemático do Bolsa-família, por exemplo. Nada mais “povo” do que o Bolsa-família, e no entanto, conforme já observei nesses dois textos sobre o Bolsa-família, tal programa de distribuição de renda não pode ser considerado uma idéia errada. É fácil criticar o Bolsa-família do alto de nossas classes A, B ou mesmo, C. Difícil é avaliar seu impacto numa família miserável cuja renda não chega a completar uma única m*rda de salário mínimo. É fácil criticar as escolhas do povo quando elas favorecem… oi, veja só, o próprio povo! Bom seria se o povo escolhesse a favor das classes mais abastadas, não? Ai esses pensadores contemporâneos…

Como eu disse em texto recente, longe de mim defender qualquer político especificamente. Mas precisamos estar sempre atentos e avaliar os feitos governamentais com sobriedade e sensatez, e nesse sentido, muitas das decisões deste governo foram sim muito bem implementadas. E democracia não é só o governo do povo, como é também o governo da maioria, de modo que nada é mais justo que o povo, que é maioria, consiga escolher o candidato de sua preferência, ou que mantenha no governo uma linha de governo que melhor tem lhe atendido.

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Doze conselhos para você ter um infarto feliz

Recebi este texto por email:

1. Cuide de seu trabalho antes de tudo. As necessidades pessoais e familiares são secundárias.

2. Trabalhe aos sábados o dia inteiro e, se puder, também aos domingos.

3. Se não puder permanecer no escritório à noite, leve trabalho para casa e trabalhe até tarde.

4. Ao invés de dizer não, diga sempre sim a tudo que lhe solicitarem.

5. Procure fazer parte de todas as comissões, comitês, diretorias, conselhos e aceite todos os convites para conferências, seminários, encontros, reuniões, simpósios, etc.

6. Não se dê ao luxo de um café da manhã ou uma refeição tranqüila. Pelo contrário, não perca tempo e aproveite o horário das refeições para fechar negócios ou fazer reuniões importantes.

7. Não perca tempo fazendo ginástica, nadando, pescando, jogando bola ou tênis. Afinal, tempo é dinheiro.

8. Nunca tire férias, você não precisa disso. Lembre-se que você é de ferro.

9. Centralize todo o trabalho em você, controle e examine tudo para ver se nada está errado. Delegar é pura bobagem; é tudo com você mesmo.

10. Se sentir que está perdendo o ritmo, o fôlego e pintar aquela dor de estômago, tome logo estimulantes, energéticos e anti-ácidos. Eles vão te deixar tinindo.

11. Se tiver dificuldades em dormir não perca tempo: tome calmantes e sedativos de todos os tipos. Agem rápido e são baratos.

12. E por último, o mais importante: não se permita ter momentos de oração, meditação, audição de uma boa música e reflexão sobre sua vida. Isto é para crédulos e tolos sensíveis.

Repita para si: Eu não perco tempo com bobagens.

Texto atribuído a Dr. Ernesto Artur – Cardiologista

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Come quieto!

Eu não cometeria o engano de defender qualquer candidato a cargo público. Tenho dó de quem defende de forma veemente qualquer um deles. Pré-requisito para político é saber mentir, dissimular, omitir… A quem discorda disso só me resta crer ser um caso de ingenuidade, ou inocência, ou credulidade ou excesso de esperança mesmo. Não posso crer que “político honesto” não seja uma contradição per se. Há alguns meses ouvi um eleitor chileno, na TV, dizendo todo animado, após a vitória de seu candidato nas últimas eleições chilenas:

“Agora teremos progresso sem corrupção

Minha reação imediata, sem pensar, foi: “coitado…”

Nessa campanha ao cargo de presidente da república, já vi gente comparando os dois candidatos principais, no caso José Serra e Dilma Roussef, dizendo que o Serra ao menos é mais articulado enquanto Dilma se atrapalha toda no embate frente a frente. Pode ser verdade. Porém, sem aqui querer, como afirmado no primeiro parágrafo, defender um ou outro como melhor, venho questionar até que ponto ser ruim no debate verbal significa necessariamente incompetência no plano da ação.

Como um adolescente tímido, sempre fiquei acuado diante de discussões, principalmente na escola, e quando não tinha jeito, saía delas derrotado, afinal sempre fui péssimo em respostas rápidas, em esperteza de raciocínio. Somente 10 minutos após a discussão me vinha aquela resposta perfeita que deixaria qualquer opositor no chinelo, mas então já era naturalmente tarde.

Mas nem por isso deixei de desenvolver minhas competências em outras áreas. Na própria escola, cdf como sempre fui, era eu quem botava a mão na massa na hora dos trabalhos de pesquisa, quase sempre feitos em equipe, proporcionando então boas notas aos companheiros. Era eu quem lia os trechos dos livros exigidos, era eu quem ditava o texto, enfim, nessas horas eu servia pra alguma coisa.

Justamente por minha “qualidade tímida”, aprendi a perceber e observar os bons “trovadores”, os colegas bons de papo, conversadores, com gingado pra tudo, e foi assim que aos poucos fui percebendo que gingado verbal não necessariamente quer dizer competência para se fazer as coisas. Tudo é muito relativo no âmbito das habilidades humanas e definitivamente quem vê cara não vê coração.

De forma que eu fico aqui pensando que não podemos julgar a candidata Dilma por sua falta de traquejo. Pra falar a verdade o candidato Serra não é lá essas coisas também. Porém não sei de onde pegamos (ou eu peguei, vai ver só eu penso assim) esse hábito de associar eloquência com capacidade realizadora. Pois não, elas não são habilidades correlacionadas e o ditado que diz que cão que ladra não morde continua mais certeiro do que nunca.

Ronaud Pereira

1 Opinião

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Livro Paula – Isabel Allende – Resenha / Resumo

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Resenha divulgada

Aclamada autora latino-americana, Isabel Allende sensibilizou milhares de leitores em todo o mundo ao publicar Paula. Em dezembro de 1991, sua filha Paula é internada em um hospital da Espanha, gravemente enferma. A escritora acompanha o sofrimento da filha que se prolonga durante meses, em um coma irreversível, e escreve a história de sua família para a jovem inconsciente, na esperança de que algum dia ela desperte. Encantados, temos acesso às memórias de infância de Isabel Allende, os relatos sobre seus ancentrais, sobre a sua juventude e seus segredos mais íntimos. O Chile e a turbulenta história do golpe militar de 1973, a ditadura e o exílio de sua família são pontos altos dessa autobiografia inesquecível. Paula é uma evocação e um hino à vida, escrito com força e coragem de uma mulher que soube dar a volta por cima.

  • Editora: Bestbolso
  • Autor: ISABEL ALLENDE & IRENE MOUTINHO
  • ISBN: 9788577990443
  • Origem: Nacional
  • Ano: 2007
  • Edição: 1
  • Número de páginas: 434
  • Acabamento: Brochura
  • Formato: Pequeno

Minha opinião sobre o livro Paula – Isabel Allende

Este foi o primeiro livro de Isabel Allende que li e realmente me surpreendi com o talento da autora. Que riqueza infindável conseguimos extrair de suas palavras e de seu modo mágico de ver a vida.

Por ser uma história triste, acabamos nos sentindo companheiros e cúmplices da trajetória percorrida por Isabel na luta zelosa e esgotante que travou para cuidar de sua filha doente.

Um ponto admirável é a coragem da autora em escancarar sua vida para os leitores, falando abertamente de seus erros, desilusões e intimidades.

Isabel Allende narra à filha sua trajetória de vida, e conta como a ditadura chilena modificou completamente o seu destino, o de sua família e o de milhares de chilenos. Interessante notar como é nas crises que o ser humano demonstra seu potencial, talento e força para superar as dificuldades. Assim como o romance de maior sucesso da autora, também no Brasil grandes obras artísticas surgiram em meio ao caos e à repressão militar.

Este é um daqueles livros que me veio às mãos por acaso, emprestado por uma amiga, e que me tocou a alma. Por isso decidi indicá-lo aqui. Tudo nele é bonito, intenso e enriquecedor, sejam as narrações tratando da vida da autora, sejam as que demonstram as agruras que sua filha sofria enquanto sua vida se apagava lentamente.

Não é apenas um livro, é uma história linda, profunda e comovente, correndo ora com a vida, ora com a morte, ora com a alegria, ora com a tristeza, ora com o amor, ora com a solidão.

Ronaud Pereira

COMPRAR O LIVRO – PAULA – ISABEL ALLENDE

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Veja frases de Isabel Allende

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O dinheiro e o crescimento pessoal

Estou revendo alguns trechos do livro Segredos da Mente Milionária, e coloco aqui três destaques, marcados quando da minha primeira leitura:

Você não terá mais até provar que é capaz de lidar com o que já possui.

De modo que…

A maneira mais rápida de ficar e permanecer rico é trabalhar no seu próprio desenvolvimento.

E lembre-se:

A principal finalidade de enriquecer não é ter toneladas de dinheiro, mas ajudá-lo a crescer para ser a melhor pessoa que você puder.

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Comprometimento

A respeito do texto anterior:

[...] explorador W. H. Murray numa das suas primeiras expedições ao Himalaia, diz o seguinte:

Até que se esteja comprometido, sobrevém a hesitação, a possibilidade de recuar, uma ineficiência permanente. Todo ato de iniciativa (e criação) responde a uma única verdade elementar, e desconhecê-la mata incontáveis idéias e esplêndidos planos: a partir do momento em que o indivíduo se compromete definitivamente, a Providência se move junto com ele. Toda uma cadeia de eventos emana da decisão do individuo, levando a seu favor todos os tipos de imprevistos, encontros e assistência material que ninguém jamais sonharia que pudessem ocorrer dessa maneira.

É isso…

Retirado do livro Segredos da Mente Milionária, altamente recomendado (e barato)!

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O que é consagrar?

Em blogs sobre ocultismo, fala-se muito em “consagrar” objetos, momentos, decisões, etc. Para tal, utiliza-se de toda ordem de rituais e uns conhecimentos tais que, dada a seriedade com que encaram esses conhecimentos, conferem a certeza de que a consagração ocorreu e que os objetos/momentos/decisões estão “prontos para o uso/início”.

Nesses posts (123), tentei dizer (pois como é difícil falar das coisas do espírito) que toda nossa essência espiritual se baseia na , ou seja, na crença e certeza do que se quer e no poder mágico da intenção. E que para manusear a fé, existem várias possibilidades, como a ESPERANÇA, a BÊNÇÃO, a CONVICÇÃO, a PROMESSA, todas absolutamente interrelacionadas. Vários líderes espirituais nos lembraram e nos ensinaram sobre o poder da fé, e como as coisas se mobilizam para ajudar-nos a realizar nossos intentos, quando munidos de fé e intenção inabaláveis.

é crença. Crer é ter certeza, ou seja, tomar algo por certo, definitivo. Abençoar, ou bendizer, é a manifestação da fé de forma verbal; falar bem; falar o que se quer; profetizar; visualizar o que se quer (o que pressupomos ser algo bom). Esperança é a constância da fé. Espera-se o que se está convicto de que acontecerá.

Mas será?

O contrário disso tudo? A DÚVIDA. Do ponto de vista espiritual, a dúvida é destruidora. A dúvida desintegra. Já a forte crença (fé), a firme convicção, a decisão irrevogável são construtores.

E a consagração? Apesar da aura de seriedade que o termo expressa, vejo que é MAIS uma forma de afastar a dúvida em relação ao objeto/evento consagrado. Por exemplo, eu iniciei um negócio. Mas depois que as operações começaram, vem o questionamento: Mas será que vai dar certo? Será que esse negócio é o meu destino? Ou será apenas uma fase, um aprendizado até eu encontrar minha atividade definitiva?

Pois é, não é preciso ter crenças espirituais para saber que esse negócio não vai pra frente. Mas vamos supor que você tenha forte crença católica e chame um Padre para abençoar as operações do seu novo negócio. Então o padre vem e faz tudo certinho e bonitinho. Pronto! Está tudo abençoado e você renovou/reforçou suas intenções com sua nova empresa. Agora você tem CERTEZA de que está tudo bem e que o sucesso é questão de tempo. Consagrar é quase um desencargo de consciência.

Neste site, encontrei uma definição interessante do que é consagração.

Consagrar: Consagração se refere ao princípio que tudo o que possuímos pertence a Deus e devemos prometer que usaremos as coisas com que Deus nos tem abençoado para abençoar a vida de outros e para servir na Igreja.

Consagrar é, antes de formalizar, tornar sagrado, de Deus, ou invertendo o sentido, colocar “Deus” onde precisamos que ele esteja. É tirar as dúvidas da cabeça, afinal, se algo é de Deus, então é algo certo, não questionamos. O segredo não está necessariamente nos rituais. Se você está iniciando algo (um projeto, um casamento, um trabalho) e você está absolutamente convicto de que aquilo é exatamente o que deveria estar acontecendo nesse momento, pronto! Está consagrado.

Ronaud Pereira

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Democracia?

Nossa democracia não é uma democracia completa. Bom, isso não é de se espantar, mas também não pode ser ignorado. Duas coisas que discordo na “democracia” brasileira:

Primeiro: Proíba-se divulgação de pesquisas de intenção de voto. Se o povo não tivesse essa influência toda das pesquisas e tivesse de escolher a esmo, unicamente por si mesmo, tenho certeza, os resultados das eleições apresentariam votos mais distribuídos. O que ocorre hoje não é uma escolha do povo, propriamente. O que se vê é se os candidatos conseguem ou não manter a preferência apontada pela primeira pesquisa de intenção de votos. É ou não é? A maioria das campanhas já tem seus resultados apontados no início delas.

Segundo: Por quê um candidato tem mais direito de tempo na TV do que outro? Em que um maior tempo de exibição de um determinado candidato em detrimento do tempo de outro favorece a p*rra da “democracia”? Por coligações partidárias? Mas o que uma coligação partidária tem a ver com a possibilidade igualitária e democrática de alguém se eleger? Essa divisão de tempo desigual da propaganda eleitoral gratuíta, de acordo com o apoio partidário dos candidatos, só fortalece os mais fortes. (Ora e eu aqui divagando, não é justamente por favorecer os mais fortes que a divisão desigual foi instituída? Que ingenuidade a minha…)

(Atualização) Terceiro: Para quê serve deputado? O povo sequer se importa em saber. Comecei a estudar em 88 e terminei a faculdade em 2003. Nunca, nesse tempo todo tive qualquer traço de aula que visasse ensinar as funções públicas de candidatos eleitos, ou de nossas obrigações para com eles (acompanhamento, cobrança, etc) (evidentemente minha faculdade não foi de ciências políticas). Não sei como é a grade curricular hoje, mas duvido que tenha melhorado. Não precisamos só de mais escolas, precisamos de um conteúdo curricular mais pragmático, também! Que democracia é essa onde o povo não tem um mínimo de conhecimento sobre as funções que deverá desempenhar o candidato que está elegendo?

Ronaud Pereira

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Uma dose de realidade, por favor – 2

Ou exigência demais mata…

Vez e outra nos deparamos com reportagens e outras abordagens da mídia relacionadas à eterna busca das pessoas por suas almas gêmeas. Esse assunto dá o que falar e é mesmo inesgotável.

Dentre os vários aspectos dessa busca ansiosa e incansável de alguns por sua alma-gêmea, um que sempre me chama a atenção é quando essa busca é feita por pessoas inteligentes e bem sucedidas profissionalmente, em especial, os mais idealistas.

Alcançaram a liberdade, encontraram o sucesso profissional e financeiro, enfim, conseguiram a independência total. E esse sucesso todo lhes deu argumento e poder para exigirem para si o melhor do melhor. Quando essa exigência toda se dá no âmbito material, seja na aquisição de um bem ou produto, tudo bem. Tudo tem um preço e eles(as) tem mesmo dinheiro para pagar pelo detalhe mais minuncioso.

Mas quando tal exigência atinge suas buscas por um parceiro(a) ideal e definitivo(a)? Será mesmo possível exigir o(a) parceiro(a) ideal e definitivo(a)? Ele(a) existe mesmo? Um ser humano IDEAL e DEFINITIVO num mundo onde tudo é imperfeito e naturalmente transitório?

Será que a exigência excessiva não mata a possibilidade de encontrarmos alguém bom o bastante, mas nunca ideal? Opções não faltam, mas e como decidir se indivíduo algum sobre esse planeta jamais satisfará a exigência mais idealista?

Eu tinha uma amiga que sempre repetia: “Ninguém é perfeito”. O que parece agora um clichê, me foi dito por ela em duas ou três circunstâncias tão peculiares, onde tal dizer se encaixava perfeitamente, que me oferenceu uma perspectiva ampliada das circunstâncias pelas quais passávamos. E até hoje não só nunca esqueci essa constatação, como vivo utilizando-a para me ajudar a entender melhor os atos e reações alheias.

Ninguém é perfeito

A questão aqui se torna: Até que ponto é melhor ficar só do que “mal” acompanhado? Acredito muito nesse ditado, mas até que ponto o devemos levar a ferro e fogo?

Acho que a palavra-chave em todo e qualquer relacionamento é ACEITAÇÃO. Não no sentido de tolerância, e sim no sentido de entendimento. Entendimento de que como humanos que somos, não só o outro como nós mesmos temos zilhões de defeitos e que, assim como queremos ser aceitos como somos, inevitavelmente deveremos ceder um pouco para aceitar o outro como ele é.

Veja mais

Já escrevi sobre esse tema aqui: Uma dose de realidade, por favor
A entrevista de Flávio Gikovate a qual me inspirou quanto a este texto.

Ronaud Pereira

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